Em defesa da festa brava

O Ricardo Araújo Pereira e o Nuno Markl estão a promover uma campanha que envolve a assinatura de duas petições publicas para “enterrar as touradas”. Estes senhores já escolheram o que é e não é tradição e cultura neste país, e como tal, pretendem acabar com esta nossa tradição. Então, a Federação Portuguesa de Tauromaquia emitiu a seguinte mensagem:

Já protestaram contra as Mentiras de Nuno Markl e Ricardo Araújo Pereira? Partilhem!

Nuno Markl e Ricardo Araújo Pereira surgiram num vídeo (http://bit.ly/video_Markl_RAP) da ANIMAL fazendo afirmações demagógicas que promovem falsidades e preconceitos contra a cultura taurina e os milhões de aficionados portugueses.

A Rádio Comercial surge nesta campanha pelo que pedimos que entrem no Facebook da Rádio Comercial em www.facebook.com/RadioComercial e deixem o vosso protesto, respeitoso, sobre a presença irresponsável desta marca na campanha e porque vão deixar de ouvir a Comercial.

A primeira mentira tem que ver com o facto de que os “supostos” apoios milionários, que estes grupos antitaurinos, falam não passarem de uma completa invenção. O próprio Ministério da Agricultura respondeu ao BE, no parlamento português, afirmando categoricamente que “Não existe qualquer apoio que seja atribuído aos touros de lide”, tal como o IAFP, organismo responsável pela atribuição de apoios agrícolas, confirmou não existir qualquer programa de apoio à tauromaquia.
A Tauromaquia movimenta milhões de portugueses anualmente e é tutelada pela cultura e, ao contrário do teatro, da música ou do cinema, não recebe um cêntimo do estado central. É a actividade cultural que mais retorno dá às autarquias e a única que se auto-sustenta. Além disso, esta é uma actividade cultural que cria riqueza, emprego e lucro para o estado, através dos impostos diretos e indiretos que gera.

Segunda, toda presença de menores na prática do toureio é feita dentro dos preceitos da lei. Além do mais, as touradas são parte integrante do património da cultura portuguesa, sendo assim consideradas também pelo Estado português. Logo, cabe ao estado a obrigação de promover o acesso de todos os cidadãos à cultura, tal como não pode deixar de suceder com as corridas de toiros. Razão pela qual os menores têm todo o direito de aceder à cultura taurina, cabendo ao pais a decisão de que espectáculos culturais frequentam os seus filhos.

Entretanto esta Federação vai pedir esclarecimentos à Media Capital, empresa detentora da Rádio Comercial, sobre o envolvimento desta marca nesta campanha lamentável. Enviem o vosso protesto para sec.administracao@mediacapital.pt e aitavares@mediacapital.pt.

A ProToiro, Federação Portuguesa de Tauromaquia, lamenta que duas figuras públicas venham de uma forma tão leviana, demagógica e irresponsável, promover preconceitos taurofóbicos sobre os milhões de portugueses que vivem e amam livremente a sua cultura.

PROTOIRO
Federação Portuguesa de Tauromaquia

Destaquei «estado central» pois estes dois seres fizeram um segundo video a reforçar o primeiro em que vieram mostrar provas de que as autarquias apoiam as toradas, alegando que “talvez existam uma ou duas prioridades”; como se financiar humor de 3ª na rede publica de tv não estivesse, em nível de prioridades, abaixo da tradição portuguesa. E estes que tanto “são pela vida dos touros” perdem todos os valores da defesa da vida quando se trata de seres humanos (ex: aborto, eutanásia e etc.).

Não se iludam, a luta deles não é apenas para que se deixe de usar dinheiros públicos ou para proibir as crianças de ver e participar da tradição tauromáquica. Isso é apenas um pretexto para abrir o precedente, a sua intenção é ENTERRAR as touradas.

O Francisco Moita Flores abriu há uns anos uma petição publica para defender as toradas: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=P2010N2951. As assinaturas desta petição são para juntar a outras tantas feitas em papel e que, em 2011, já contava com um total de mais de 100 mil assinaturas.

Gostem ou não, vivemos num estado democrático; gostem ou não da tourada, faz parte da nossa tradição e não podemos permitir que, por meio de engenharias sociais, nos venham “limpar” da nossa cultura e tradição.

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