A Tolerância

Desde a mais tenra idade, a minha geração, algumas passadas e todas as futuras, têm sido educadas no sentido da difusão da tolerância para com as religiões e culturas dos outros povos. Claro que esta tolerância é “exclusivamente” aplicável a todas as religiões do mundo expecto a obscurantista e retrógrada religião que provem da idade das trevas.

Facto curioso: O mundo inteiro cai em cima da Igreja Católica por, a titulo de exemplo, não apoiar o infanticídio. Desculpem, lapso meu; aborto. Por conta disto, a Igreja é intolerante.

Agora vejamos: O Islão, nos dias que correm, persegue e mata cristão por todo o seu domínio; trata a mulher, de forma generalizada, abaixo de cão; persegue e mata os homossexuais; etc. No entanto, temos de ser tolerantes com eles. Respeitar os seus hábitos e costumes, mesmo quando vão contra a nossa lei. Em alguns países europeus há até campanhas para implementar a Charia.

Um cristão que vá viver para uma pais muçulmano (ou um que já lá tenha nascido) corre o sério risco de ser violentado e assassinado. Histórias destas existem por toda a Internet, e por centenas de publicações conservadoras por todo o mundo. Não exigimos deles tolerância, recebe-mo-los e permitimos que corrompam a nossa lei.

Agora é aquela altura em que entra o argumento: «Mas, há muçulmanos bons… Não se pode julgar uma civilização inteira por causa do comportamento de alguns». Concordo e concordo (a falácia do homem de palha). A questão é: Qual o grupo que representa verdadeiramente os muçulmanos?

Para responder à pergunta é preciso perceber como é que o Islão funciona. O Islão não é só uma religião propriamente dita como o Cristianismo. O Islão mantém uma unidade independentemente de onde o individuo se encontra. Todo o comportamento, desde que se levanta até que se deita é condicionado pela religião. Este tipo de controlo não existe noutras religiões como o Judaísmo ou o Cristianismo. Existe um conjunto de regras que devem ser seguidas, mas de uma forma geral, existe uma liberdade comportamental compreendida para o praticante. Aparentemente o Islão tem uma estrutura idêntica a estas duas, mas depois existe uma “coisa” chamada de Hadith. As Hadith são um corpo de leis baseados nos ditos e feitos de Maomé.

Para compreender o que são as Hadith e a sua origem vou falar um bocado de Maomé. O profeta Maomé foi o único profeta da história cuja vida foi quase que totalmente documentada pelos seus contemporâneos. Tudo o que ele fazia, dizia, o comportamento e a ação com a família, forma de lidar com o comercio e economia, formam a base das cerca de 40 000 Haditth. Isto aconteceu assim desde que houve a primeira aparição do anjo Gabriel e durou até à sua morte. Estas Hadith definem a Suna que é, nada mais que o “caminho” que o muçulmano deve seguir.

Assim sendo, existe um modo maometano de se fazer praticamente tudo (para não dizer totalmente tudo). Qual é o problema que isto levanta? Ao contrario das outras religiões, a integração em povos de cultura diferente, torna-se praticamente impossível.

Outro problema está ligado com o tempo que o anjo Gabriel levou a entregar todos os versículos que constituem a religião. Como este processo levou 28 anos, calcula-se que para o cidadão apreender todos os ensinamentos precise também de 28 anos. Mesmo assim vai falhar, então foi constituído o sistema em que a própria comunidade vai fazer a “regulação” do individuo. A cada vez que alguém fizer alguma coisa que não siga a lei Hadith vai haver alguém que o corrija. Com isto é criado um cerco total do espaço de manobra, e consequentemente da mentalidade do individuo.

Segundo isto a possibilidade de um individuo ser religiosamente islâmico e absorver os hábitos de uma nova cultura é praticamente nula.

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